O cara tinha uma farmaciazinha lá no interior e a casa dele era em cima da farmácia. Naquele dia, o movimento não fora muito bom. Já passava da meia-noite e uma chuva tremenda caía na cidade quando o dono do estabelecimento escutou alguém a bater a porta lá embaixo: toc toc toc...
E Zé (o dono da farmácia) morrendo de sono disse à sua mulher:
-- Vô nada, hoje não vendi um band-aid, uma camisinha e quando eu fecho a farmácia chega alguém, vô nada! e sua mulher:
-- Vá, meu filho. Pode ser uma criança prestes a morrer tendo uma convulsão! e ele:
--Não, mulher. Eu tô com sono. Deixe eu dormir!
E enrolou-se no lençol. Toc... toc... toc...
E alguém tornava a bater.
-- Vá, meu filho. Pode ser um velhinho precisando de um remédio para o coração!
E ele:
-- Isso é uma bosta! E colocou um casaco e foi descendo as escadas com a chave da porta da farmácia na mão. Toc... toc... toc...
A pessoa ainda insistia em bater.
Zé então afastou os móveis que ficavam atrás da porta como medida de segurança. Depois de 35 minutos ele abre a porta da farmácia. A chuva que caíra na cidade agora molhava todo seu corpo. Zé pôs a mão no rosto para ver quem estava batendo naquela hora da noite. Era um bebum com uma garrafa de cachaça na mão pendendo pro lado e pro outro e Zé puto da vida gritou:
-- O que é!!!!!!!!!!!!
E o bebum: -- Vim me pesar!
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